06/04/2009 23h00
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Texto / Rosa Pena/ Formatação Silvia Filippo


Publicado por Rosa Pena em 06/04/2009 às 23h00
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02/04/2009 10h40
Mão branca

Não é delicioso ser agradavelmente surpreendido? Lastimável que muitos não se permitem a isso. São tão organizados e perfeitos em tudo que fazem, logo não admitem o inesperado. Trabalham, comem, transam, viajam, mas tudo dentro de um programa. São agendas ambulantes e se acham os todo-poderosos, mas morrem transportando o vazio. Nunca se envolveram numa paixão, sempre desconfiados, monossilábicos, não perdem jamais o controle e odeiam quem submerge ao novo. Conseguem vivos e com saúde, não viver. Jamais fechariam os olhos para sentir um cheiro, pois afinal essa função é do nariz. Casam-se e dividem a casa, não o coração. Veem milhares de filmes, leem ótimos livros, ouvem música adoidado, citam isso com inteligência, mas não com emoção. Eu sinto pena desses sonâmbulos.

Giovani Iemini é antítese disso tudo. Uma grande caixa de surpresas sorridentes. Pra começar pelo nome.
Muita gente atribuiu tanta coisa a esse formidável escritor pela opção de usar apenas seu pseudônimo: Mão Branca.

O “big mão”, meu amigo muito querido, está lançando um livro hoje. E aconselho a quem gosta de viver acordado, quem não se incomoda com um prato quebrado na hora do quebra pau, quem dá uma piscada no elevador, quem cai na gargalhada depois daquela topada na pedra já tão conhecida de tantas porradas, merece a felicidade de ler Mão Branca de Giovani Iemini.

Rosa Pena


Publicado por Rosa Pena em 02/04/2009 às 10h40
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26/03/2009 18h39
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formatação: Silvia Filippo

Publicado por Rosa Pena em 26/03/2009 às 18h39
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04/02/2009 00h04
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Por falar na saudade de Rosa Pena
Herculano Alencar

Saudade é o que fica do que foi
quando o que foi faz falta ao que fica!
É um não-sei-o-quê, que não se explica
e deixa tudo e nada pra depois.

 
Saudade é reler —de Rosa Pena—
uma de suas crônicas antigas.
aquela em conta, a uma amiga,
do beijo no escuro do cinema.

 
Saudade é acordar em Ipanema
e escrever, na areia, um poema
dos versos devolvidos pelo mar.

 
Saudade é enfim, e, finalmente, 
aquilo que ficou na nossa mente
quando o que foi tem pressa de voltar

 
 

Publicado por Rosa Pena em 04/02/2009 às 00h04
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28/01/2009 14h57
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Manifesto do poeta
Rosa Pena


Para uma poesia alegre um buquê com flores viçosas coberto de pétalas frescas orvalhadas, rimas mais preciosas que esmeraldas e rubis do anel que tu me destes, uma lua bem cheia e a mais bela cadente envolvendo nosso porta-retrato sobre o criado-mudo de espanto com todo o amor que a foto traduz.

Para uma poesia triste um buquê de flores murchas, mortas vivas, rimas artificiais como bijuterias, um minguante de lua e um cometa decadente sobre o criado-surdo ao amor que tu me tinhas, que era pouquíssimo e babou, o amor, não a poesia, pois alegre ou triste ela não deve sofrer à síndrome do descaso.

Poetas, ainda que de celular, falam com borboletas, pedras, estrelas...


 

Publicado por Rosa Pena em 28/01/2009 às 14h57
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