23/05/2010 17h43
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Tarja Branca
 
Definitivamente preciso crer que Deus existe, é amoroso, faz com que o sol se levante sobre bons e maus e a chuva caia sobre justos e injustos, mas preciso crer também em reencarnação, assim terei uma chance de ser aquilo que todos chamam de são. Desta vez não foi, acho que nem de outras. E vejo nomes desfilarem diante dos meus olhos, num imaginário painel, tipo aquele da Bovespa onde desfilam as ações e sua cotações, e nele aparecem: Viegas, Labes, Maial, Samuel, Clarice, Barone, Urda, Boff, Rosa Pena...E suspiro para só eu ouvir: INVÁLIDOS. Isso mesmo, Gattaca, somos isso nesta sociedade biruta que fez de Baal seu deus. Geneticamente perfeitos são eles, os homens de gravata e as mulheres de tailleur e salto agulha ou quase (prego?). Válidos, perfeitos, sãos, ajustados ao mundo. Nós não. Sanidade? What fuck is this? Imperfeitos seguimos desalinhados, quase doentes. Tristeza, depressão, quilos a mais ou a menos, para de fumar, volta a fumar, porres, tarja preta, bulas e mais bulas, nem farmacêuticos sabem mais do que nós sobre o que é se deve tomar “em caso de incêndio”. E vamos de gastrite, esofagite e, como eu, hérnia de hiato; omeprazol é o melhor amigo do homem. Sobra o que, além do olhar desconfiado e da roupa passada que indica uma certa adequação ou, melhor dizendo, um disfarce para não ser descoberto e internado? Escrever, bem ou mal, certo ou errado, pouco importa. É nossa Tarja Branca, raramente tem efeito colateral, embora haja um inevitável, ou seja, atesta, como uma confissão de crime passional, nosso descompasso com o mundo aí fora. Mas nos resgata e nos deixa mais aliviados, especialmente se a Tarja Branca é uma bula bem escrita sobre tudo e a farmacêutica responsável se chama Rosa Pena. É isso aí, Tarja Branca é o novo livro da Rosa que será lançado no Rio. Por que no Editorial?, perguntam Válidos e Inválidos. Porque eu tive o calafrio de prefaciar e ainda, segundo a autora, foi inspirada em uma das minhas dementes crônicas que ela escolheu o título. Como faltou no prefácio – para o bem dos leitores – tudo o que escrevo agora, faço este Editorial como um jeitão de me redimir com a Rosa, de não ter alcançado no prefácio a altura que ela alcança com sua Pena. E antes que eu estrague tudo: “Seja Herói, Seja Marginal.”

 
Muller Barone
 
 
 
 




Publicado por Rosa Pena em 23/05/2010 às 17h43
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20/05/2010 20h10
tarja branca
um presente do amigo Moacir et Selena

Publicado por Rosa Pena em 20/05/2010 às 20h10
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14/05/2010 06h42
Espero vocês

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24/04/2010 09h46
Encontro
Foto: A.Pena; Rosa Pena; Herculano Alencar  

  Para Rosa e seu Colibri
 Herculano Alencar


 
Uma Rosa que ri, e beija, e fala,
  e encanta o seu próprio colibri.
  Eis a Rosa que ora eu descobri
  e no meu coração hei de guardá-la.

  Uma Rosa que ouve, e sente, e cala,
  e aceita o perfume de outras rosas,
  qual a rosa dos sonhos cor-de-rosa
  que libertam poemas da senzala.

  Uma Rosa que é rosa e sabe disso
  e, portanto, impôs-se o compromisso
  de viver como Rosa até o fim.

  E por ser uma rosa, simplesmente,
  vou levar seu perfume em minha mente
  enquanto Deus regar o meu jardim.


  (Cula)

  Um abraço carinhoso para o belíssimo casal que conheci!
 
A arte do encontro
Rosa Pena
 para Herculano Alencar
 
Como é bom finalmente rever o amigo nunca visto, mas pra lá de sentido. Um chope, um sanduba de pernil dividido... Com gosto de Chico Buarque. Meu caro amigo. O papo jogado fora? Não!Pra dentro do coração demonstrando que as trocas de e-mails jamais foram em vão. Foram tijolos poéticos colocados com real afeto que construíram o melhor poema da vida. A amizade... Real nascida no virtual.

Quando você é igual dentro e fora de um computador, o abraço com braços é apenas o telhado da construção, o estrambote do soneto. Coisa boa remexer nas teias de afeto entre bolinhos de feijão, entre chopes que certamente se transformarão no forro da casa que já estava pronta. Agora é decorar o interior com carinho e regar o jardim para que permaneça viçoso,  felicidade maior do jardineiro e da flor.

 
No espelho, as rugas que nos batem na cara avisam que é proibido perder amigos. Vem o ultimato. Faça outros! Como dizia meu poetinha Vinicius: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.

Cula é um artista perfeito.

Em tempos de funk neurótico, crack, serial killers e assim por diante, brindamos São Jorge, em seu dia, com a mais pura poesia. A do Bem-querer que nunca faz mal a ninguém.
Amigo meu é rei e...  É muito bom perceber que pra ele, você é rainha.

 

Publicado por Rosa Pena em 24/04/2010 às 09h46
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10/03/2010 18h42
Velha Guerreira

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