05/09/2010 10h45
Beijo ... beijinho... beijão

Beijo ... beijinho... beijão

Rosa Pena


( texto Rosa Pena)
arte Silvia Felippo)


2002
 


Publicado por Rosa Pena em 05/09/2010 às 10h45
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31/07/2010 07h47
Um livro numa rosa
                                                       imagem rosa pena por sil sabóia


     Um livro numa rosa
 
                                                  Fred Bosmuller

 
Num mundo totalmente mágico sonhei com um jardim de  quimeras. Era tudo  perfeito, colorido, maravilhoso. O sol mais brilhante, pássaros de todas as espécies do mundo, flores dos mais diferentes lugares. Porém, quase no centro desse paraíso, uma flor se destacava das restantes. Uma rosa. 

No milagre da natureza a brisa fina, suavemente, colhia suas pétalas e as colocava no chão. Ah! A magia estava que em cada pétala que caia outra rosa imediatamente nascia. Aos poucos, elas de forma ordenada, foram montando um livro como num quebra-cabeça.  

Obra pronta! Tomei-o em minhas mãos e comecei a ler. Eram tão encantadas aquelas letras que possuído pela  magia, que acabei por adormecer ou melhor, levitei.
 
Ao primeiro raio de luz que apareceu para me espiar por uma fresta da cortina, acordei.

Pude perceber que a minha mão esquerda estava curvada como quem segura um livro, a direita descansava como aquela que segura à página. Levantei rapidamente e olhei pela janela. Vi uma rosa, ainda com alguns pingos de orvalho, brilhar como se tivesse diamantes cravados.
Na  natureza estava a mais bela e perfeita jóia.

Não faltavam as pétalas, estava completa, mas passei a crer (a partir desse momento) que em cada uma delas sempre existirá um poema. Pétalas suaves como uma Pena. Poesia plena.

Publicado por Rosa Pena em 31/07/2010 às 07h47
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15/07/2010 22h55
LIVROS

Publicado por Rosa Pena em 15/07/2010 às 22h55
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01/06/2010 18h52
Rosa
Rosa 

 Alberto Cohen

 

Não apenas uma flor.

Uma rosa

vermelha como a paixão,

exibida como são as rosas vermelhas...

E efêmera.

Rainha do jardim

na eternidade de um dia,

coberta pelo sereno enamorado,

uma rosa

a proclamar sua ascendência

sobre todas as humildes.

Vermelha,

enorme,

fascinante.

Gozação de Deus com as outras flores.

 


Publicado por Rosa Pena em 01/06/2010 às 18h52
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23/05/2010 17h43
'
Tarja Branca
 
Definitivamente preciso crer que Deus existe, é amoroso, faz com que o sol se levante sobre bons e maus e a chuva caia sobre justos e injustos, mas preciso crer também em reencarnação, assim terei uma chance de ser aquilo que todos chamam de são. Desta vez não foi, acho que nem de outras. E vejo nomes desfilarem diante dos meus olhos, num imaginário painel, tipo aquele da Bovespa onde desfilam as ações e sua cotações, e nele aparecem: Viegas, Labes, Maial, Samuel, Clarice, Barone, Urda, Boff, Rosa Pena...E suspiro para só eu ouvir: INVÁLIDOS. Isso mesmo, Gattaca, somos isso nesta sociedade biruta que fez de Baal seu deus. Geneticamente perfeitos são eles, os homens de gravata e as mulheres de tailleur e salto agulha ou quase (prego?). Válidos, perfeitos, sãos, ajustados ao mundo. Nós não. Sanidade? What fuck is this? Imperfeitos seguimos desalinhados, quase doentes. Tristeza, depressão, quilos a mais ou a menos, para de fumar, volta a fumar, porres, tarja preta, bulas e mais bulas, nem farmacêuticos sabem mais do que nós sobre o que é se deve tomar “em caso de incêndio”. E vamos de gastrite, esofagite e, como eu, hérnia de hiato; omeprazol é o melhor amigo do homem. Sobra o que, além do olhar desconfiado e da roupa passada que indica uma certa adequação ou, melhor dizendo, um disfarce para não ser descoberto e internado? Escrever, bem ou mal, certo ou errado, pouco importa. É nossa Tarja Branca, raramente tem efeito colateral, embora haja um inevitável, ou seja, atesta, como uma confissão de crime passional, nosso descompasso com o mundo aí fora. Mas nos resgata e nos deixa mais aliviados, especialmente se a Tarja Branca é uma bula bem escrita sobre tudo e a farmacêutica responsável se chama Rosa Pena. É isso aí, Tarja Branca é o novo livro da Rosa que será lançado no Rio. Por que no Editorial?, perguntam Válidos e Inválidos. Porque eu tive o calafrio de prefaciar e ainda, segundo a autora, foi inspirada em uma das minhas dementes crônicas que ela escolheu o título. Como faltou no prefácio – para o bem dos leitores – tudo o que escrevo agora, faço este Editorial como um jeitão de me redimir com a Rosa, de não ter alcançado no prefácio a altura que ela alcança com sua Pena. E antes que eu estrague tudo: “Seja Herói, Seja Marginal.”

 
Muller Barone
 
 
 
 




Publicado por Rosa Pena em 23/05/2010 às 17h43
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