21/01/2016 20h09
Passando a limpo

Passando a limpo
Rosa Pena

Ó como dói tentar sorrir, ficar numa boa, reinventar-se uma pessoa alto astral. 
Vejo minhas duas garotas tristes, pois sei que quando um trio vira dupla o buraco se abre. Me agarro a ideia que um dia passará, que, quem sabe até, a ausência do que parece imprescindível, será um alívio! Mas, para a pequenininha está difícil, ela ainda tem os olhos cheios de sonhos, a fé intacta, a pureza verde, então esse ponto final é um mero entre parênteses, é uma brincadeira que ela não gosta. Está ruim demais. 
Sobrou para mim, mais que adulta, mostrar que elas viveram um dos rascunhos que a existência costuma nos dar. São tantos... Que voltem a namorar a vida. Um dia chegará o príncipe.

E elas viverão felizes para sempre.

 

imagem:("Mãe e filha", Natalia Tejera)


Publicado por Rosa Pena em 21/01/2016 às 20h09
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19/10/2015 17h52
alerta eu???

 

Ficar alerta para o ataque é função das feras, não minha.


Publicado por Rosa Pena em 19/10/2015 às 17h52
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29/09/2015 20h51
paquera já era

Enterro da paquera

 Rosa Pena


Desde o advento do whatsapp o mundo se tornou mais solitário, por mais que possam achar que estão mais próximos. Mulheres e homens passaram a andar pelas ruas, bares... algemados num celular. Deixaram de cruzar olhares com estranhos (quem sabe não seria um novo amor). Todos estão sempre extremamente ocupados para se verem virtualmente. Que dó a extinção do olhar fixo, a piscada de olho ter virado cafona, a presença física palpável sem muita importância...afinal, olhar a lua para quê? Trágico pessoas não se verem ao vivo e a cores. Mais trágico ainda é que não vem nem a si próprio. Só em selfie.

 


Publicado por Rosa Pena em 29/09/2015 às 20h51
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25/09/2015 20h17
vazio

"Às vezes, quando sentimos a falta de alguém, parece que o mundo inteiro está vazio de gente." 

Ela passa todos os dias na porta de meu prédio, correndo com um guarda-chuva fechado debaixo do braço. Ela corre bem, parece que sempre praticou corridas. 
Eu e os demais passantes nunca conseguimos entender essa sombrinha. Muitos de nós nos conhecemos por morarmos há tanto tempo na mesma rua, frequentarmos a mesma academia, caminharmos pela manhã para manter a forma. Ela apareceu há cerca de um ano. 
Hoje o marido de minha amiga, corredor praticamente profissional, não resistiu e perguntou o porquê daquele apetrecho. 
Ela respondeu suada: — Minha filha pode cair do céu e se machucar. Não quero perde-la de novo. Qualquer coisa abro o guarda-chuva e ela cai sentadinha nele. 

Seca os olhos e passa a régua Rosa Pena


Publicado por Rosa Pena em 25/09/2015 às 20h17
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11/09/2015 16h36
...

Entorpecida

Rosa Pena

 

http://slideplayer.com.br/slide/5604578/

 

 

 


Publicado por Rosa Pena em 11/09/2015 às 16h36
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