11/06/2015 20h17
Bluebird

 

Bluebird
Charles Bukowski
 

há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.
há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí,
quer acabar comigo?
(…) há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo: sei que você está aí,
então não fique triste.
depois, o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
como nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar,
mas eu não choro,
e você ?


Publicado por Rosa Pena em 11/06/2015 às 20h17
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19/03/2015 18h52
Parodiando wave

" Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho" 

Tom Jobim


Publicado por Rosa Pena em 19/03/2015 às 18h52
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22/01/2015 11h23
o verdadeiro luxo neste século XXI é conversar sem celulares.

Celular afasta as pessoas e prejudica relacionamentos 

 

Cada vez usamos mais os telefones celulares. Mas ao mesmo tempo eles estão se transformando em um dos principais obstáculos para a comunicação interpessoal. Os celulares nos aproximam dos que estão longe, mas cada vez nos afastam mais dos que estão perto.

É difícil encontrar alguém hoje em dia sem seu telefone celular. As pessoas o levam na mão, como um sexto dedo, ou colado ao ouvido, ou vibrando e tocando no bolso da calça. Quase ninguém quer se separar dele. É como se algo terrível pudesse acontecer se tocar e não responderem.

Todos nos sentimos rejeitados quando, no meio da conversa, alguém prefere atender o telefone em vez de ignorá-lo. A mensagem é clara: quem está longe me importa mais que você. Se você conversa com alguém que não larga o celular, sabe que a qualquer momento poderá ser interrompido. Você vale menos que a próxima ligação.

Estar na presença de um celular significa não estar 100% nesse lugar. Você está, mas sua atenção está dividida.

É o que entenderam perfeitamente no restaurante Eva, em Los Angeles, cujos clientes ganham um desconto de 5% se não usarem o celular durante a refeição. A participação é voluntária, mas, segundo uma reportagem recente do "Huffington Post", quatro em cada dez clientes aceitam a oferta.

Portanto, o verdadeiro luxo neste século 21 é conversar sem celulares. Não fui ao Eva nem sei se a comida e o serviço lá são bons, mas algum dia que pousar em Los Angeles irei ao restaurante como uma espécie de homenagem.

O celular é má companhia. Foi a conclusão a que chegou um estudo da Universidade de Essex, na Inglaterra, que se perguntou em que grau a simples presença de telefones celulares afeta as conversas face a face. Em um dos experimentos, dividiram um grupo de 74 participantes em duplas. A metade das duplas conversou sem um celular à vista e a outra metade, com um celular em uma mesinha lateral. Pediram a todos que conversassem durante dez minutos sobre um fato interessante que tivesse acontecido com eles no mês anterior. Os resultados foram fascinantes.

As duplas que se conheceram sem a presença de um celular relataram maior proximidade e uma melhor qualidade de relação que aquelas que conversaram com um celular à vista. O segundo experimento confirmou que as pessoas têm mais confiança e compartilham mais coisas pessoais quando não há um celular por perto.

Essa é a conclusão do estudo feito por Andrew K. Przybylski e Netta Weinstein, publicado no ano passado em "The Journal of Social and Personal Relationships": "A evidência dos dois experimentos indica que a simples presença de telefones celulares inibe o desenvolvimento da proximidade e confiança interpessoais, e reduz os níveis de empatia e compreensão das duplas".

Isto é, a simples presença de um celular é um obstáculo para a boa comunicação entre duas pessoas. E se a isso acrescentarmos toda a carga informativa e o valor afetivo incluídos em nossos celulares - fotos, telefones, segredos, dados confidenciais, senhas, é claro que é muito difícil nos comunicarmos com alguém em pessoa sem também dar atenção ao pequeno aparelho.

A tendência mundial é uma crescente migração dos computadores e televisores para os celulares. É verdade, não podemos ver vídeos e ler documentos com a mesma facilidade e clareza que em uma tela maior, mas isso é secundário diante da conveniência de ter quase todo o mundo na palma da mão.

Portanto, é absurdo sugerir que não usemos o celular. Não podemos mais viver sem ele. Empresas, governos e famílias dependem dos celulares. Mas sim, podemos definir novos limites. É isso que se depreende dos experimentos feitos em Essex.

Eu já fiz minhas próprias regras. Quando tenho coisas importantes para discutir, prefiro fazê-lo com os celulares em outro lugar. Não faço exercícios com o telefone na mão e passo várias noites apagando os sons do celular. Quando desperto, como exercício contra a dependência, tento não olhar para o celular como primeira atividade matinal. Tento que meu primeiro contato do dia seja com uma pessoa, e não com uma máquina. E posso relatar, com absoluta certeza, que o mundo não acabou e que meus níveis de estresse diminuíram alguns tracinhos.

O celular o apaga. E meu propósito é tê-lo mais tempo apagado ou a uma distância saudável, como fazem alguns sábios clientes do restaurante Eva na Califórnia. Tenho certeza de que a comida lhes parece mais saborosa que para os que têm o celular no ouvido.
 


Publicado por Rosa Pena em 22/01/2015 às 11h23
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03/01/2015 07h37
doação

 

 

"Doei todos meus órgãos:

O coração já está em seu nome".

 

(frase de domínio público)


Publicado por Rosa Pena em 03/01/2015 às 07h37
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28/12/2014 23h06
Feliz 2015

 

Quero que tudo saia.

 Como o som do Tim Maia

 Sem grilos de mim. 

Sem desespero sem tédio sem fim

 

(caetano veloso)


Publicado por Rosa Pena em 28/12/2014 às 23h06
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