Nuvens brancas não passam em brancas nuvens

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Rosa Pena


 
 .Há um momento na vida, que as afeições "declaradas" eternas, chegam ao balanço das recordações de tempos divididos intensamente e o sinal do futuro, onde nem sempre desce redondo, o “para sempre” jurado mil vezes.

Inseparáveis? 

As ruas agora são paralelas e por mais que se busque uma transversal para um encontro percebe-se que o afeto, carinho, o número de lembranças acumuladas lá atrás, excede o volume das que chegam e as que estão previstas no futuro. A percepção de que essa amizade agora se baseia inteiramente no vivido, nas lembranças, que não existe nada senão o "foi", tira sua vontade, seu tempo para um chopinho, para trocas de confidências e começa a se ter a sensação de obrigação da gentileza, o fingimento, a tia que morre... Que droga, não é um “ex” qualquer, é uma ternura que foi muito. Perde-la na falsidade? Não! Para blinda-las do lado esquerdo do coração é melhor não forçar uma barra de com “fomos essenciais” e nada somos mais. Afastados sem desculpas ridículas. Muitas vezes, saber que um apego verdadeiro completou seu ciclo sem morte, apenas mudanças de rumo, acende a grande sensação de conforto que valeu o tempo em que rendeu tantos frutos.

 São alguns capítulos de sua vida. 
Amigo não se perde nem com a morte. Transita em nossas mentes e corações nos lugares mais nobres.

Tanto no presente como no particípio. Todos fazem parte de sua biografia.

 
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 06/08/2017
Alterado em 07/08/2017

Música: Time after time - Milles Davis

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